Diário de um louco


27/08/2007


Notícia que mudou o mundo!!!

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"Galã também ronca, claro. A colunista Mônica Bergamo contou no jornal Folha de S. Paulo, que Fábio Assunção foi visto ‘roncando de boca aberta no sofá de um saguão de hotel no Rio de Janeiro’.
 

A cena, segundo conta a jornalista, foi presenciada por uma hóspede do hotel Fasano, há alguns dias. O Ator não estava hospedado no Fasano. Ele entrou, sentou e roncou, esperando a hora de entrar em cena da novela Paraíso Tropical, que estava sendo gravada na frente do estabelecimento.

 

E logo ao lado de Assunção, Débora Duarte, que também participava do capítulo, comia uma banana, também segundo o jornal."

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Fonte: Portal Meio Norte, copiada de outro portal, que copiou de outro, que foi copiado dezenas de vezes.

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Agora eu me pergunto: será que ele peida, caga, sente dor de barriga ??? Já teve verme, caxumba, pira???

É cada coisa...

Escrito por Diego às 17h54
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21/08/2007


Scud com um integrante a mais

Foto: Diego Iglesias

 

No último sábado, no terceiro dia do Teresina é Pop, a banda parnaibana Scud fez mais uma apresentação na capital, e com novidades. No palco, além de muita guitarra distorcida e riff’s cada vez mais violentos, o show contou com a participação de um quarto elemento, impossível de ter passado despercebido. Era a pequenina Isis Alelaf, de 3 anos, filha do guitarrista/vocalista e líder do grupo, Marcelo Alelaf, que mostrou ter puxado ao pai ao se tratar de música.

 

Sem dúvida foi um dos melhores shows do Teresina é Pop, evento promovido gratuitamente pela Prefeitura Municipal de Teresina através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves em três dias. Centenas de fãs bateram cabeça ao som das músicas do último CD do trio, intitulado “Clouds Taken By The Wind”, além de uma seqüência de covers no final. Mas uma das atrações no palco foi a pequena Isis Alelaf, que fez questão de acompanhar o pai, Marcelo Alelaf, durante a apresentação do sábado, agitando e ganhando beijos a cada intervalo.

 

“Ela gosta mesmo de metal, ninguém nunca forçou nada. Sempre escuta coisas como Led Zeppelin e os clássicos do rock. É uma fã mesmo do Scud [risos]”, diz Marcelo Alelaf, afirmando que tem um controle do que a filha escuta: “procuramos mesmo é cuidado com as músicas que ela pode escutar que tenham um linguajar pesado como alguns tipos de forró, pois ela ainda é uma criança”, completa.


Com relação à banda, Marcelo Alelaf  afirma que o trio está trazendo novidades, com a produção de um novo álbum, que ainda não tem data para ser lançado. “Já temos um esqueleto, com 12 músicas e ainda estamos trabalhando nele”, conta.


Mas antes disso, o Scud prepara uma turnê, percorrendo vários estados brasileiros. “Ainda estamos nos organizando, mas a nossa pretensão é que até irmos a São Paulo até final do ano e depois outros lugares”, destaca Alelaf.

Escrito por Diego às 08h18
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14/08/2007


Repórter policial passa por cada coisa...

Na tarde da última terça-feira, recebi um chamado para a Central de Flagrantes de Timon, onde uma dupla acusada de assalto estava presa, depois de serem espancados e capturados por populares no bairro Cidade Nova. Isso seria uma coisa comum se não fosse um fato inusitado. Na delegacia, logo depois que peguei as primeiras informações com a vítima e o delegado, fui conversar com um dos acusados, Antônio Constantino Ferreira de Sá, de 18 anos. Na conversa com o suposto bandido, notei um odor insuportável, de cocô mesmo.

Não me contive e perguntei se o rapaz estava com algum problema estomacal. Ele respondeu: “eu não vou mentir, mas eles me bateram de todo jeito e eu caguei mesmo. Depois disso, eu nunca mais volto a roubar”.

A afirmação serviu de lição para os bandidos, que, segundo Antônio Constantino, não devem sair de casa para cometer crimes com vontades de fazer cocô.

O pior mesmo foi para os demais presos, creio que uns quatro dividindo a cela. Além do calor e a umidade, tiveram que suportar o odor do companheiro por várias horas.

 

Segundo os policiais, Constantino, autuado por tentativa de assalto e porte ilegal de arma, no momento do crime, estava na companhia de um adolescente, de iniciais I.S.S., de 17 anos.

Escrito por Diego às 18h57
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27/07/2007


Mudança

Acordei cedo hoje. Ainda com o olho cheio de remela tropecei numa caixa que estava ao lado da cama. Para quem está de mudança, aquele objeto de papelão é algo muito além do que um cubo para guardar tralhas. Nessa hora, uma aflição tomou conta de mim e pensei: “Será que as lembranças cabem naquele espaço tão pequeno???”. Lembrei-me de quando era criança, da pelada na porta de casa, das correrias, do namoro no escuro da esquina e das bebedeiras escondidas da mãe.

 

Deixar uma casa velha não é só arrumar as coisas e sair. Existe muito mais do que isso. É desprender-se de alguns momentos vividos, afastar-se fisicamente de amigos, de pequenas coisas cultivadas em um longo tempo...enfim, é mudar, não somente de endereço.

 

Depois posto mais alguma coisa sobre isso. É que tenho que terminar um release. “Peraí”!!

Escrito por Diego às 12h26
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16/07/2007


A festa do Boi!!!

 

 

FOTO: Diego Iglesias

 

Uma festa de cores, danças e tradição piauiense. Foi assim o 7º Encontro de Bois de Teresina, que aconteceu no último final de semana na Praça do Gari, no Bairro Matadouro, zona Norte da cidade.

 

O evento é realizado anualmente pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Cultural Mooooooonsenhor Chaves [como dizia o locutor Welington Sampaio] apenas com o objetivo de mostrar/resgatar e fortalecer os grupos de Bumba-meu-boi, reunindo os amantes dessa rica manifestação folclórica.

 

No “palco”, cada apresentação encantava principalmente as duas gerações mais distantes: as crianças, que, apesar de um medo aparente, pareciam hipnotizadas pelas cores do Boi; e os mais velhos, que ainda carregavam na lembrança a época em que se fazia a festa do Bumba-meu-boi apenas por diversão.

 

Pude constatar isso em dois momentos: o primeiro foi ao ver um senhor com seus 50 anos, que, na arquibancada, dançava a cada batida das apresentações, que acabavam com longos aplausos da sua parte. O outro foi vendo uma garotinha, com cerca de 3 a 4 anos, que sob o olhar atento da mãe, integrava um dos grupos, dançando com uma alegria sem tamanho.

Escrito por Diego às 13h02
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Olé nos hermanos

Não sou o maior fanático por jogos de futebol. Isso é tão estranho como ser um gremista no Piauí,que é meu caso. Mas na manhã desta segunda-feira, dia 16, depois de uma noite com a vitória da Seleção Brasileira sobre a Argentina na final da Copa América, por 3 x 0, a primeira coisa que me veio na cabeça foi a repercussão da derrota na imprensa do lado de lá. Me deparei com o jornal Olé, o mesmo que há alguns meses ridicularizou o capitão Dunga e seu modelito.

 

Pois bem, estampado na primeira página do jornal estava a inscrição Q.E.P.D. [Que em paz descanse, em espanhol]. E para completar, seguido da chamada: "A seleção que melhor jogou a Copa América morreu na final. Um cruel 3 a 0 para o Brasil B. Terminou em pesadelo o sonho de uma geração que perseguiu o título, mas fracassou no último passo", dizia a chamada, com a foto mostrando a decepção dos jogadores com a perda do título.  

 

 

Você pode ver mais em: http://www.ole.clarin.com/diario/hoy/index.html

Escrito por Diego às 11h56
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26/06/2007


Notícia quente e fedida

“Prisão de Ventre”; “O Cu foi preso”; “Polícia prende o cu”. Essas são algumas das chamadas que poderiam estar em qualquer jornal do tipo “se espremer sai sangue”. Mas isso foi verdade e aconteceu no 24º Distrito Policial, zona Sudeste de Teresina, na madrugada do dia 24 de junho [os números já dizem algo] . Os agentes, depois de receberem várias denúncias de populares que reclamavam de roubos de celulares, prenderam um trio acusado de vários crimes. Entre eles, um rapaz com um apelido inusitado. Ele é conhecido pelos amigos pelo apelido de Cu.

 

De acordo com os policiais, os acusados foram presos no bairro Monte Horebe, na região do Grande Dirceu. Eles foram identificados como Rafael Sousa Araújo, 18 anos, Antônio Rodrigues de Sousa, 20, e George Hilton de Sousa, de 19, mais conhecido como Cu.

 

Segundo a versão da polícia, os acusados teriam participado de vários roubos, na maioria dos casos envolvendo aparelhos celulares, além de alguns arrombamentos. Entretanto, em uma vistoria na residência os agentes encontraram apenas uma arma de fogo.

 

PS: “Com tanto político com rabo preso e solto só mesmo no Piauí que o Cu fica trancado” [Paulo Moura].

 

Escrito por Diego às 12h38
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05/06/2007


Agente também erra

Assim como os brutos também amam, os grandes também erram...

Campanha muito boa, bem criativa, mas com um pequeno problema que o "agente" percebe logo que lê.

Um abraço a todos que lêem esse troço desse blog. 

Escrito por Diego às 22h50
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12/05/2007


Metal no Bueiro

O público underground de Teresina terá uma opção de lazer para este sábado, além de ganhar um presente. Será a inauguração de um espaço dedicado exclusivamente para a cena alternativa, o Bueiro do Rock, que contará com o show das bandas Hevora, Medievile, Empty Grace, bem como dois grupos da cidade de Parnaíba: Marvantara e Occult God. O evento terá início às 20h e as entradas custam apenas R$ 5,00.


O show será uma descentralização dos eventos undergrounds, pois o espaço onde será realizado fica localizado na Avenida União, na zona Norte de Teresina, longe do Centro e da zona Leste, onde tradicionalmente acontecem os eventos. Além disso, ele por uma reforma, ganhando uma etsrutura de palco e iluminação. Isso há muito tempo estava sendo aguardado pelo público underground, carente de locais específicos para esse tipo de atividade. “Estamos querendo conservar sempre shows de rock, com um preço acessível para o público, pois queremos movimentar mais a cena local. Estamos até colhendo material das bandas para posteriores shows”, contou um dos organizadores, Driênio Rogério de Sousa.


Mas como o que atrai público são as bandas, os organizadores oferecem atrações de fora da cidade. Neste caso isso ficará a cargo das destruidoras Occult God e Marvantara, da cidade de Parnaíba, que devem mostrar porque o litoral do Piauí respira metal.


As atrações locais ficam por conta de bandas que vem conquistando cada vez mais espaço na cidade: Empty Grace, Medievile e Hevora; uma mistura de estilos que promete agradar a todos os gostos dos head bangers.

Escrito por Diego às 01h58
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26/04/2007


Mensagens encaminhadas


Recebi isso de uma grande amiga. Sei que ela devia estar tirando onda com a minha cara.

Olhai:

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“QUERO A RESPOSTA VIU!!!
>>>
>>>ERAM 29 ANJOS... 19 TIRAVAM UMA SONECA PELA LUA... 09 BRINCAVAM
>>>JUNTOS E 01
>>>QUE EU ADORO MUITO ESTÁ ACABANDO DE LER ESSA MENSAGEM!!!ENVIE ESSA
>>>MENSAGEM
>>>PARA 19 PESSOAS QUE VC ADORA, INCLUSIVE PRÁ MIM...SE 05 FOREM
>>>ENVIADAS DE
>>> VOLTA P/VC AMANHÃ UMA PESSOA QUE VC AMA MUITO LHE FARÁ UMA SURPRESA
>>>ME MANDARAM E EU TO TE MANDANDO
>>>Esta brincadeira foi feita no "FANTASTICO"
>>>Da certo, pode acreditar
>>>Mande esse recado pra 20 pessoas nos proximos 15 minutos,
>>>apos mandar o 20° recado, aguarde 10 segundos e pressione a tecla
>>>F6, o nome
>>>de qm te ama aparecera na tela.
>>>é de assustar.”

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Observações:

E anjo agora dorme é na lua?

Se eu mandar a mensagem para 19 pessoas e ficar esperando as cinco mensagens, o máximo que vou conseguir é uma briga feia, pois deveria estar trabalhando. Além disso, a pessoa que me ama muito vai me dar uma surpresa: vai ficar com raiva.

Assisti as últimas 700 edições do fantástico e não vi isso lá. Será que foi naquela hora que fui beber água? Um milagre como esse dava uma matéria até pra BBC...

Pelos meus conhecimentos de informática, quando a gente aperta F6 não acontece nada depois de encaminharmos mensagens. Mas pode ser que apareça o nome: Otário!!

Alguém disposto a fazer o teste?

Escrito por Diego às 09h31
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23/03/2007


Cabeludos burros?

Segue abaixo, na íntegra, uma matéria da agência EFE, veiculada no site G1, que trata de uma das minhas paixões e pode servir para alguns pais. Agora sim os jovens terão uma boa desculpa para ouvir metal e com apoio dos "velhos".

 

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Heavy metal é estilo preferido dos superdotados

Pesquisa foi feita com "mentes brilhantes" do Reino Unido.
Jazz e música erudita não agradam os "geninhos".

 

Londres, 21 mar (EFE).- A música "heavy metal" é a preferida pelas crianças superdotadas do Reino Unido, que encontram neste som visceral uma forma de catarse, segundo uma enquete feita entre estudantes da Academia Nacional para Jovens de Talento.

Grupos de rock pesado como Slayer e Slipknot estão entre os favoritos entre os maiores intelectos do país, que parecem gostar também das letras com mensagens políticas e de forte carga emocional.

Uma pesquisa feita entre estudantes da academia, à qual têm acesso apenas 5% dos jovens com mentes mais brilhantes do país, revela a predileção destes pela "brutalidade visceral" do "heavy metal".

Mais de um terço dos entrevistados incluiu o "heavy metal" entre seus estilos favoritos.
Os responsáveis pela pesquisa reconheceram sua surpresa ao ver que os estilos menos populares entre os superdotados eram os que tradicionalmente são associados às mentes mais privilegiadas, como jazz e música clássica.

O responsável pela pesquisa, Stuart Cadwallader, da universidade de Warwick, disse que os resultados obtidos mostram que estes jovens encontram no "heavy metal" uma espécie de "catarse", de forma particular os que, apesar da inteligência superior, têm baixa auto-estima.

Esse tipo de música agressiva serve também para que canalizem suas frustrações e insatisfação, disse Cadwallader, em conferência realizada na British Psychological Society, na cidade inglesa de York.

De acordo com Cadwallader, "as pressões associadas à condição de superdotado talvez possam ser esquecidas, temporariamente, com a ajuda desta música".


Escrito por Diego às 00h22
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16/03/2007


Um homem e o temor da aliança

 

Estava retornando para casa e me veio um estalo, fazendo minha vida toda passar pela cabeça em um segundo. Caracas, eu estou noivo! Não que isso seja uma coisa difícil de aceitar, pois quando a gente pensa na escolhida, tudo fica bem. Mas por um instante, lembrei de como já aproveitei minha vida de solteiro com garotas, festas e muita coisa que não se faz quando assumimos um compromisso sério. Agora, isso foi para espaço. Aquela virilidade adolescente com mil histórias guardadas; aquele tempo de jogar conversa fora com amigos sem ter cobrança; de chegar em casa de manhã escondendo o hálito de cerveja e conversar por vinte minutos com a mãe para provar para ela, que vê a embriaguez nos seus olhos, que não foi afetado pelo álcool; de comentar com os amigos como a colega de trabalho é gostosa...ops. Espera um pouco. Mas não é o fim do mundo, agora eu tenho uma companheira fiel para todas minhas atividades. É o adeus à solidão e o início de uma vida em que o “eu” é plural.
 
Pode até parecer estranho um noivado assim. Um casal jovem, eu com 22 e ela com 24, com cerca de oito meses de namoro, resolver fortificar os laços com um pedaço de metal nos dedos. Quem não conhece, uma indagação pode vir logo à cabeça: “o cabôco engravidou a menina”. Mas não foi isso. Vários poetas já tentaram decifrar essas coisas que levam a gente a tomar uma atitude dessas. Para mim, isso é apenas amor, correspondido, regado como uma planta frágil que requer a luz do sol e quantidades ideais de água. É uma troca. Um sentimento que é mais forte do que as noções de tempo e espaço ou qualquer romance de novela. Algo que não foi montado, que não foi esperado, mas que simplesmente aconteceu. Resumindo isso, trago as palavras de um senhor que entrevistei outro dia, no gozo de sua intelectualidade de vida: “quando é para ser, meu filho, é”, dizia o cidadão, que mal sabia ler ou escrever, mas que nos seus mais de setenta anos, tinha amado, traído, perdoado, e principalmente vivido.
 
Falando assim eu até esqueci do terror que é um casamento na cabeça de qualquer homem, principalmente dos que sonharam em ter um harém com mil mulheres. Mas não acho que seja. Deve ser por isso que acredito que ela é a pessoa certa. Me fez pensar em uma vida a dois cheia de luzes e cores, sem as chatices, cobranças desnecessárias.
 
O engraçado é que eu, no gozo da minha masculinidade de homem de 22 anos, sempre procurava sentido nesse tipo de união. Para mim, se era possível viver como cão vira-lata, malandro, para quê procurar um relacionamento sério? Entretanto, nunca tive vergonha de perguntar a meus amigos mais velhos os motivos que levavam ao casamento. As respostas, parecidas com o discurso do velhinho, eram praticamente as mesmas: “No dia que você encontrar, vai saber”, “Rapaz, não diga que nunca vai casar, pois no dia que encontrar uma mulher ideal, tu vais casar em menos de um mês”.


 
Normalmente essas conversas sempre terminavam com louvações ao casamento, aliadas às dificuldades de convivência humana, o que é comum em qualquer casa. Não creio que será tão difícil conviver com uma mulher em uma casa. Convivi 22 anos com minha irmã, que sempre tinha ataques de chatice, mas que nunca me levaram ao suicídio. E com uma pessoa que tenho um sentimento em comum, será que vai ser diferente?Só o tempo poderá dizer. Quem sabe, daqui a alguns anos eu poderei estar respondendo as mesmas perguntas de um quase noivo, afirmando que o casamento é a melhor coisa do mundo.

Escrito por Diego às 11h21
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09/03/2007


O Bung Jump dos pobres

 

Foto: Sebastião Bisneto/ O Dia

Diego Iglesias
Repórter

 

Um salto pela falta de opções de lazer. Devido a ausência de atividades durante o tempo em que estão fora da escola, um grupo de jovens da Vila Ferroviária, no bairro Ilhotas, procurou uma diversão que mistura perigo e adrenalina. Quase todos os dias eles se reúnem na ponte de trilhos ao lado da ponte Wall Ferraz, onde saltam de uma altura de cerca de 15metros, caindo no rio Poty.


Eles preferem ser chamados de “Os meninos voadores”, como explicou o jovem Leonardo da Silva Feitosa, de 19 anos, que todos os anos desafia o perigo saltando da ponte sem nenhuma espécie de proteção. “Do pessoal que pula com a gente, nunca nenhum saiu ferido. Quando o rio está seco, ficamos observando onde é mais limpo para pular. A gente faz as coisas sabendo, pois ninguém é menino aqui”, disse o rapaz, que prefere ser chamado de “Lorim”. “Todo ano a gente vem pular aqui quando o rio está cheio”, completou.

 

No entanto, nem sempre as coisas terminam bem nesse tipo de brincadeira. Francisco de Assis da Silva, de 19 anos, um dos que salta ha mais tempo e apontado pelo grupo como o mais experiente, contou que já viu um adolescente morrer depois do salto. “O cara era um trombada, sem família. Ele nunca tinha aparecido por aqui e no dia que veio, pulou sem olhar e caiu em cima de um tronco que estava sendo levado pela água”, lembrou.


Para os destemidos jovens o maior desafio não é o perigo dos saltos, mas algo que está dentro de casa. “Se minha mãe souber que eu fico pulando, ela me ‘mata’. Toda vez que chove eu venho pular, pois assim ela pensa que eu estava era tomando banho de chuva”, disse Wesley, de 13 anos, o mais jovem do grupo.


Eles contam também que a brincadeira poderia até ser abandonada caso tivessem uma outra oportunidade de lazer. “Aqui é o ‘bung jump’ dos pobres, mas sem a corda. É a nossa diversão. É melhor do que roubar ou ficar doidão. Seria muito melhor se por aqui tivéssemos uma quadra de esporte ou um curso para fazer. A gente se diverte assim. Ninguém quer ficar parado”, lamenta, explicando que um dos únicos problemas dessa brincadeira são os prejuízos com os calções. “O impacto na água é tão grande que chega a rasgar tudo”, explicou.

 

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PS do autor: Gostei de fazer essa matéria. Nunca senti tanta vontade de participar de algo que estava cobrindo. Deu vontade de voltar aos tempos de "moleque" e pular também.

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Escrito por Diego às 10h32
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23/02/2007


O pobre Pierrô apunhalado pelo abadá

 

Carnaval é só alegria. Até mesmo para um roqueiro perdido “no meio da multidão”. Foi assim que me senti nos quatro dias de festa na cidade de Floriano. Meio deslocado, como peixe fora d’água. Mas não foi pior do que para um certo personagem, entre tantos peitos e bundas na folia de momo de hoje.

 

Ele estava lá, quase despercebido e sem significado para a multidão sedenta por Axé Music, aquela mera combinação de quatro notas massificadas pela TV com as bundas balançando em saias-cintos. Não sei o que se passava pela cabeça do pobre Pierrô, num carnaval em que a fantasia se resume em um abadá e a alegria em bebedeira e malícias. Mas percebi que ele ainda insistia em se manter vivo, encantando ou assustando as crianças, as únicas que ainda o notavam.

 

Mas o que me deu tristeza foi não ter visto a Colombina. Será se já foi assassinada pelos mitos de hoje? Pelas descendentes da "Carla Bunda Balançando Perez"? Não sei, mas posso afirmar que ela ainda pode ser encontrada na mente dos que ainda se lembram e se encantam com o verdadeiro carnaval, o do baile de máscaras coloridas e das brincadeiras com confetes e serpentinas.

 

Ainda gosto daquele carnaval de antigamente, mas estamos matando-o. Numa enquete feita no site da FCMC - Fundação Cultural Monsenhor Chaves [www.fcmc.pi.gov.br], em que se perguntava qual o estilo de música queríamos ouvir nas festas carnavalescas, a Marchinha foi a maioria absoluta. Mas na realidade foi tudo diferente.

 

Escrito por Diego às 01h03
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14/02/2007


Elas mais fortes

 

Numa época em que a população clama o fim da violência, a delegada Hildete Evangelista assume a Delegacia Geral de Polícia com dois desafios: mostrar a força e competência de uma mulher à frente da segurança e contornar os problemas relacionados à criminalidade que atormentam os piauienses. Ela foi nomeada na manhã de ontem ao cargo, substituindo o delegado Laércio Eulálio, sendo a primeira mulher a assumir este posto no Piauí.
Hildete Evangelista estava à frente da GPM - Gerência de Policiamento Metropolitano e foi nomeada ontem pelo governador Wellington Dias ao cargo de Delegada Geral. Ela assumiu com a promessa de dar seguimento aos planos de segurança do Governo do Estado e já estrutura ações para o carnaval.

Além disso, ela terá que mostrar pulso forte, pois é a primeira mulher a assumir o cargo no Piauí. No entanto, promete que isso não será problema. “É um desafio para mim daqui para frente. As coisas são complicadas, mas farei o melhor”, contou.


De acordo com a “dança das cadeiras” na Secretaria de Segurança, o delegado Laércio Eulálio, ex-delegado geral, assumirá a Decotec - Delegacia de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária, enquanto o delegado Cristian Mascarenhas, ficará à disposição da Delegacia Geral. Quem ocupará o antigo posto de Hildete será o delegado Sebastião Alves, do 8ºDP (Dirceu Arcoverde).

Escrito por Diego às 19h54
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